sexta-feira , 18 agosto 2017
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Sexualidade: orientações para jovens e adolescentes

Sexualidade: orientações para jovens e adolescentes

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O que fazer para ajudar pessoas viciadas em pornografia? Como orientar alguém que assume ser homossexual? Como orientar os jovens a se manterem em castidade em uma sociedade que banaliza o sexo e estimula a prática sexual de forma deliberada? Estas talvez sejam as questões mais desafiantes para o jovem cristão na atualidade. Vivemos em uma época em que “sexo livre” é moda, virgindade é coisa do passado e não ter experiência sexual é alvo de gozação. Muitas outras questões relacionadas ao tema poderiam ser amplamente discutidas. Porém, abordaremos alguns dos aspectos relacionados às questões acima, devido à sua premência

O Líder de Jovens e o aconselhamento
O líder deve desempenhar o papel de conselheiro, ajudando o adolescente e o jovem a lidar com os seus problemas e frustrações. Um líder que inspire confiança e se relacione bem com os seus liderados torna-se um conselheiro em potencial. Um adolescente ou um jovem que confie no seu líder jamais deixará de procurá-lo. Afinal, além de seus pais, ninguém melhor do que o líder para orientá-lo. O líder precisa pedir sabedoria a Deus para orientar o seu grupo da maneira correta, ajudando-o a dirimir suas dúvidas, fortalecendo a sua fé. Temas atuais podem ser tratados, tais como: namoro, sexualidade, prostituição,homossexualidade, AIDS, drogas, violência etc, como uma forma de despertá-los.

O líder deve sempre estar disposto a assumir a tarefa plena para a qual Deus o chamou. Uma pessoa dotada de chamado divino tem a incumbência especial de proclamar as Boas Novas aos perdidos, ministrar a Palavra de Deus aos que foram regenerados pelo Espírito Santo e que hoje fazem parte da família de Deus, bem como desenvolver uma dinâmica integrada e globalizante com o seu grupo, a fim de promover neles estabilidade social, emocional e espiritual. O bom líder é capaz de prever o problema antes que este aconteça. Isso retrata a responsabilidade que lhe compete, com relação aos que lhes foram entregues para cuidar.

Aconselhando jovens a fugirem da imoralidade
Como servir a Deus com fidelidade e se manter casto em dias em que a sexualidade é tão explorada? A indústria de entretenimento apresenta shows, filmes e novelas que promovem profanação, violência e sexo ilícito. A mídia em geral, principalmente a mídia televisiva, é responsável pelas mudanças dos valores morais e espirituais do adolescente, já que exerce influência nos conceitos, nas ideias e nos padrões de comportamento deste, levando essa nova geração à apelação da “liberdade sexual” explorada em filmes, novelas, debates, programas de humor, comerciais etc. A mídia mostra e incita apenas o lado do “prazer” e da “curtição”. Sua única providência é a difusão do sexo seguro por meio do incentivo do uso do preservativo Isso ocorre porque Satanás tem se apoderado dos meios de comunicação para enganar e iludir as pessoas, afastando-as de Deus.

Cada vez mais, as pessoas se tornam imorais, agindo desordenadamente. Os defensores do “sexo livre” esquecem que o adolescente e o jovem não estão tão preparados para encarar as consequências advindas dessa prática, tampouco os problemas sociais e espirituais que surgirão. O apóstolo Paulo, em 1 Coríntios 6.12, afirma: “Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém. Tudo me é permitido, mas eu não deixarei que nada me domine”. A Bíblia nos orienta a fugirmos da imoralidade: “Fuja dos desejos malignos da juventude e siga a justiça, a fé, o amor e a paz, com aqueles que, de coração puro, invocam o Senhor” (2Tm 2.22); e ensina-nos a termos autocontrole: “Como a cidade com os seus muros derrubados, assim é quem não sabe dominar-se” (Pv 25.28).

Ajudando pessoas com vício em pornografia 
Infelizmente, a pornografia tem sido cada vez mais usada como um meio diabólico de destruição da vida espiritual e moral de muitas pessoas. Na atualidade, ela se prolifera de forma avassaladora e atinge a todos, independentemente de idade, sexo ou estado civil. Com o advento da internet, o acesso à pornografia e a busca pela realização das chamadas fantasias sexuais ficou facilitado, tornando-se menos impeditivo alimentar e cultivar o vício secreto do sexo ilícito. O sexo foi criado por Deus de uma forma pura, com o propósito de proporcionar a satisfação do casal no matrimônio e a propagação da espécie. Satanás, no entanto, perverteu e transtornou o sexo, provocando abuso, distorção e aberração nesses preciosos instintos.

A prática da pornografia, ao entrar na vida do indivíduo, leva-o à dependência, gerando, algumas vezes, uma compulsão ou um desejo incontrolável. Sabe-se que uma conduta sexual compulsiva é um vício e deve ser tratado. Se não se decidir por deter esse mal em sua vida, o indivíduo se tornará escravo dele, assim como ocorre com os usuários de bebidas alcoólicas e drogas. Esta é a razão pela qual muitos cristãos, solteiros ou casados, não conseguem se controlar e, mesmo não se relacionando sexualmente com um parceiro(a), temendo cometer pecado, chegam ao hábito de se masturbar com muita frequência. Aquilo que parece ser bom ou prazeroso a princípio torna-se logo como um câncer para a alma e, se não for combatido a tempo, pode levar seus praticantes a uma decadência moral e espiritual de difícil retorno. A compulsão precisa ser tratada algumas vezes por meio de ajuda profissional. Neste estágio do problema, a pessoa dificilmente conseguirá vencer o problema sozinha. Assim acontece com todo tipo de vício, como jogo, bebidas alcoólicas, drogas e sexo. Especialistas afirmam que não existe um caminho único para quem deseja se livrar da dependência ou compulsão. Alguns meios de tratamento ou ajuda apontados por eles são: os grupos e ajuda anônimos, as psicoterapias ou mesmo o uso de remédios administrados por psiquiatras.

Sabemos, no entanto, que  a libertação pode acontecer por meio da ação de Cristo: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeira- mente sereis livres” (Jo 8.36). A princípio, a orientação a ser dada é que o aconselhado faça uma confissão sincera do problema a Deus, deseje ardentemente se libertar, desenvolva uma vida de disciplina pessoal e evite o acesso a sites pornográficos na internet e a outros materiais que despertem e estimulem a prática sexual ilícita. Além disso, aconselha-se que pratique uma vida de devoção a Deus, com leitura bíblica diária e oração.

Aconselhando pessoas com atitudes homossexuais
O tema homossexualidade é complexo, polêmico e provoca grande conflito moral dentro da Igreja. É ainda pouco discutido abertamente entre os cristãos. Afinal, este é um ato antinatural dentro dos princípios bíblicos. Os escritos bíblicos são muito explícitos sobre o assunto. Em toda a parte, a Bíblia se refere à homossexualidade como um pecado, e não como uma doença (Gn 19; Lv 18.22; 20.13; 1Co 6.9 e 1Tm 1.10). As causas principais da homossexualidade não são muito claras. Porém, existem várias teorias que tentam explicá-las. Vejamos algumas delas:

1) A homossexualidade é apenas um vício – Esta teoria afirma que a pessoa se torna homossexual porque quer. É uma explicação insatisfatória, porque, nesse caso, só seriam homossexuais os tipos corrompidos e libertinos, o que não é verdade. Não há dúvida de que muitos homossexuais o são por vício, mas não todos.

2) A homossexualidade ocorre por causa de uma aberração genética – Esta teoria tenta explicar a homossexualidade como sendo uma questão hereditária. Assim, a pessoa nasce homossexual por anomalia, por deficiência ou por desvios hereditários. Não existe até hoje nenhuma prova científica de que alguém nasça homossexual.

3) A homossexualidade surgepor causa de uma disfunção hormonal – Esta teoria procura afirmar que a principal causa da homossexualidade está em uma deficiência no funcionamento de algumas glândulas. Nos manuais internacionais de diagnósticos, a homossexualidade é considerada um “transtorno de identidade de gênero”, termo não aceito por muitos profissionais da área de Psicologia e Psiquiatria, entre outras. Para a maioria dos cristãos, é possível, sim, uma pessoa conseguir superar e vencer suas tendências homossexuais e reverter a orientação sexual, apesar de muitos não acreditarem e até mesmo afirmarem que um homossexual jamais deixará de sê-lo e de se firmar como cristão. Sabemos que, logicamente, não é fácil o abandono da propensão, sobretudo se acompanhada de práticas, já que não depende apenas de a pessoa querer “libertar-se” ou vencer suas inclinações, mas também de um processo com diversas implicações. A pessoa terá uma vida marcada por desafios e tentações imensas, por sofrimento e luta constante consigo mesma. Ela precisará cultivar o fruto do Espírito em sua vida e buscar a cada dia renovar sua mente pela Palavra de Deus.

Como cristãos, defendemos uma orientação ou um aconselhamento bíblico para os que desejam “curar-se” da homossexualidade, visto que, profissionalmente, a Resolução nº 1/99, parágrafo único, do Conselho Federal de Psicologia [considerando que homossexualidade não é opção, e, sim, uma orientação da sexualidade], determina que “os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura da homossexualidade, já que ela não é considerada doença, nem distúrbio e nem perversão”. Os passos importantes para quem deseja a libertação são:

1) Desejar vencer – Desejar vencer ou dominar os desejos e as paixões carnais (Pv 25.28) não adianta se essa motivação partir de outros (familiares, amigos, igreja) ou mesmo se a pessoa quiser mudar apenas por não se achar aceita pelos demais.
2) Renunciar a si mesmo – A renúncia pessoal e a negação de si mesmo, como formas de se alcançar a vitória pessoal no dia a dia sobre o impulso da carne (do grego “sarx” – natureza carnal).
3) Procurar fortalecer-se em Deus – Buscar os dons espirituais e cultivar o fruto de Espírito (Gl 5.22-23), exercendo-os para Deus e por Deus, que compensarão e darão equilíbrio à vida do homossexualredimido e, então, verdadeiramente cristão. É pre ciso submeter-se incondicionalmente ao Espírito Santo andando em Espírito (Gl 5.16).
4) Reestruturação da vida como um todo – É preciso haver uma reorganização da vida, observando os aspectos físicos, psicológicos, sociais e espirituais do indivíduo. De acordo com o texto de Lucas 2.52, “Jesus ia crescendo em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens”.

Alguns conselhos práticos que podem ser dados são:

1) Orientar a terem cuidadopara que não sejam influenciados pelos apelos da mídia e se tornem pessoas libertinas e imorais.
2) Mostrar que o sexo é algo palpitante, bom e prazeroso, mas Book que precisa ser feito com amor, com responsabilidade, com a pessoa certa, na hora certa e dentro do matrimônio.
3) Esclarecer que, com o impulso ou desejo sexual que surge na puberdade, o adolescente pode envolver-se e, por falta de maturidade, entregar-se às sensações eróticas, resultando em traumas emocionais, sentimentos de culpa, além da probabilidade de ma gravidez precoce e inesperada. Tanto o menino como a menina ainda estão, nesse período, passando por várias transformações psicofísicas. Além do mais, o corpo da menina não está ainda preparado para uma gravidez. As conseqüências são drásticas, ainda mais no tocante aos problemas que advirão para as famílias.
4) Orientar principalmente a viverem de maneira regrada e a controlarem seus impulsos. Embora possa ser difícil, é necessário que o jovem cristão tenha um viver íntegro diante de Deus e dos homens. Ele só conseguirá viver assim com a ajuda do Espírito Santo, procurando, sobretudo, cultivar um relacionamento saudável com Deus, superando sentimentos de culpa, buscando uma renovação da mente, ou seja, substituir as coisas desagradáveis a Deus pelas coisas agradáveis.
5) Orientar a despender sua energia sexual exercendo atividades físicas e mentais; vencer sentimentos de depressão e ansiedade; ter cuidado com as imagens visuais e mentais, evitando, por exemplo, acessar sites na internet com conteúdos ilícitos (pornográficos e sensuais) e filmes eróticos etc.
6) Advertir também sobre os riscos do namoro virtual. Com ainovação na forma de namoro atualmente, muitos entendem que os sites de relacionamento podem ser uma opção válida para se encontrar alguém para namorar e casar. Entretanto, precisamos entender que essa prática não substitui encontros em situações não virtuais.
7) Mostrar que mesmo os sites criados especificamente para evangélicos não são totalmente seguros, pois não há critérios para o cadastro das pessoas. Os dados são baseados nas informações passadas pelo internauta. Como não existe um mecanismo  padrão de checagem do status, pode não haver veracidade nas informações postadas ali. É preferível não assumir compromisso de namoro em ambiente virtual. Melhor conhecer um pretendente sabendo informações reais sobre onde mora, quem é a família, e estuda, onde trabalha, onde congrega etc. Esse procedimento pode revelar muitas coisas sobre como esta pessoa é, seus hábitos e preferências, e o que ela anda fazendo.

Conclusão
Nossa missão enquanto líderes é levar o crente “fraco” a compreender o poder do Espírito Santo; ajudá-lo a resistir à tentação e fugir das paixões da carne; ensiná-lo a ter autocontrole e a cultivar o fruto do Espírito, para adquirir o caráter cristão. Mostrar que é importante sermos cuidadosos em todas as áreas de nossas vidas e não nos deixarmos enganar pelos costumes e procedimentos seculares, mas andarmos conforme os princípios ensinados na Palavra de Deus.

 

Revista GeraçãoJC, Ano XVII, nº 110, CPAD.

Via: CPADNEWS

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