domingo , 22 outubro 2017
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O que é o jejum? Por que jejuar? Quando e como jejuar?

O que é o jejum? Por que jejuar? Quando e como jejuar?

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Jejuar é privar o corpo de ingerir alimento como sinal de que a pessoa está experimentando uma grande tristeza.

Essa tristeza é também expressa com choro e lamento (Et 4.3). É possível jejuar em favor de outrem. Por exemplo, o salmista jejuou pelos seus inimigos durante a enfermidade eles (Sl 35.13). Na maioria das vezes, o jejum ia do nascer ao pôr do sol (2Sm 1.12) e podia ser abstinência total ou parcial (Sl 35.13; Dn 10.3). O jejum podia expressar tristeza (1Sm 31.13; 2Sm 1.12; 3.35; Ne1.4; Et 4.3; Sl 35.13,14) e penitência (1Sm 7.6; 1Rs 21.27; Ne 9.1,2; Dn 9.3-4; Jn 3.5-8) ou ser feito para obter ajuda e orientação de Deus (Ex 34.28; Dt 9.9; 2Sm 12.16-23; 2Cr 20.3,4; Ed 8.21-23).

O jejum não tinha como propósito simplesmente privar o estômago de alimentos, mas demonstrar que aquele que jejuava estava humilhado e contrito diante de Deus. O Senhor Jesus jejuou em seu ministério (Mt 4.1-4). Sempre o Senhor teve como implícito que seus ouvintes jejuariam, não tendo condenado esse costume, mas ensinado a seus seguidores que deveriam jejuar visando à glória de Deus, e não a fim de ostentarem diante dos homens (Mt 6.16,18). O Senhor Jesus nunca ensinou aos seus discípulos a que não jejuassem, mas instruiu-os sobre um tempo mais apropriado para fazê-lo (Mt 9.14-17; Mc 2.18-22 e Lc 5.33-39).

É notório que a prática do jejum na igreja de hoje vem esfriando. A desculpa dada é que o jejum nada mais é do que uma forma de legalismo. No entanto, muitas vozes dentro do cristianismo ortodoxo vêm chamando a atenção dos crentes para esse equívoco. O pastor Warren Wiersbe, dos EUA, ao falar do valor do jejum como disciplina espiritual, comenta: “Os cristãos contemporâneos não têm tempo para disciplinas espirituais como adoração, jejum, oração, meditação, autoexame e confissão. Estamos muito ocupados, indo de uma reunião a outra, procurando atalhos seguros para a maturidade. (…) Uma das razões de o jejum ser eficaz é que há uma estreita relação entre o físico e o espiritual. Quando o corpo é disciplinado, como durante o período de jejum, o Espírito Santo tem a liberdade de esclarecer a mente e purificar as intenções, tornando nossa oração e meditação muito mais poderosas. Ele pode usar períodos de jejum para santificar nossa vida e glorificar ao Senhor” (Vitória Sobre a Tentação, Editora Mundo Cristão).

Não se deve jejuar como fonte de justiça própria (Lc 18.11-12). E não se deve também jejuar com propósitos meramente sociais. O jejum não deve ser praticado para demonstrar piedade religiosa. O jejum não deve ser feito com o propósito de causar impressão a Deus e ao homem. Ele é uma prática genuinamente bíblica e foi praticada tanto por crentes da Antiga como da Nova Aliança. O jejum não muda Deus, que continua o mesmo antes, durante e depois do jejum. O jejum nos muda, já que nos deixa mais sensíveis ao Espírito Santo. O cristão que vive em graça não nega os resultados benéficos que essa prática produz.

Publicado originalmente na revista Geração JC por José Gonçalves é pastor, líder da AD em Água Branca (PI); escritor e comentarista de revistas de Escola Dominical Lições Bíblicas da CPAD. 

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