quinta-feira , 29 junho 2017
Últimas Notícias
Casar pra que?

Casar pra que?

Download PDF

Os resultados do censo de 2010, realizado pelo IBGE, apontam que cerca de 34% da população brasileira é casada.

(Algumas pessoas casaram-se no civil e religioso, outras apenas no civil e há uma parcela que vive em união consensual). Em contrapartida, cerca de 55% ainda permanece solteira. (Quase 90 mil pessoas!) A maioria desta população solteira reside em ambientes urbanos e são adolescentes, e jovens entre 15 e 29 anos. Isso nos comunica que nos próximos anos, milhares de pessoas passarão pelo processo de escolher alguém com quem compartilhar a vida e a intimidade pessoal.

Tal escolha não é fácil. Porém, mais difícil do que encontrar uma pessoa com quem se casar, é ter a certeza de que se está tomando uma boa decisão e saber se é o momento adequado. A decisão de casar-se é tão séria que refletirá em todos os momentos e experiências futuras. Mas, nem sempre ela é tomada com reflexão e racionalidade. Muitas outras expectativas disputam atenção (tais como a construção da carreira profissional). Paralelamente, o fervilhar de emoções, causadas pela paixão ao candidato (a) a cônjuge costuma cegar os noivos (ou ao menos distraí-los); ao ponto que se tornam incapazes de vislumbrar as possíveis dificuldades e diferenças temperamentais que logo estarão latentes na vida e na rotina do casal.

O casamento é um relacionamento delineado por Deus para experimentarmos e compartilharmos a felicidade de conviver. Mas, um casamento feliz precisa ser construído. E por isso é necessário pensar sobre o propósito pelo qual se está casando. Sim, existem motivos errados para alguém se casar. Podemos citar alguns exemplos:

• Para ser feliz – Se você não é feliz estando solteiro, por favor não se case! Ou você levará a sua tristeza para a vida de outra pessoa. Casar-se para ser feliz é um erro, porque jogar sobre os ombros de outra pessoa a responsabilidade de nos fazer feliz é injusto. Isso é um fardo pesado demais para se carregar. Antes de se casar, você precisa suprir em Deus toda sua carência emocional e aprender a se aceitar e a se amar. Só Deus pode garantir a felicidade plena a um ser humano;

• Para ser independente – O casamento não combina com independência. Cônjuges honestos prestam contas um ao outro. A transparência no relacionamento fortalece a fidelidade e a confiança mútua. “Casamento é o grito da interdependência. Interdependência ou morte! Não há lugar mais para a independência.” (Pr Coty);

• Para sair da casa dos pais – Ninguém escolhe a família em que vai nascer (e/ou crescer). Por mais difícil que possa ser a convivência na família de origem, tornar o casamento uma rota de fuga dos problemas não é uma decisão inteligente. Até porque todas as nossas experiências do passado (sentimentos, frustrações e traumas maus resolvidos) tornam-se uma espécie de bagagem emocional que levamos conosco a todos os lugares. Antes de entrar em um casamento, para compartilhar o presente e construir o futuro com outra pessoa, é necessário resolver o passado. E as duas melhores ferramentas para isso são o diálogo e o perdão;

• Para avançar na intimidade física – Casar-se a fim de ter (ou por ter tido) relações sexuais é inadequado. Por dois motivos: Se pessoas cristãs tiveram experiências sexuais fora da aliança de casamento. A Bíblia chama isso de pecado. E a solução para o pecado é o arrependimento, a confissão e rompimento com a prática. Porém, se o casal de noivos manteve-se isento de relações sexuais e deseja casar-se apenas por esta expectativa, estão desavisados! Porque um casamento não é composto e não sobrevive apenas pelo sexo.
O casamento inclui a prática sexual, mas é muito maior do que isso. Existem outras motivações impróprias pelas quais pessoas decidem casar-se, mas os exemplos acima ilustram de maneira bem prática os erros mais freqüentes.

A questão central é perguntar-se (honestamente) o motivo pelo qual se deseja casar. Se o noivo ou noiva for incapaz de responder a esta pergunta, talvez isso indique que uma reflexão maior se faz necessária. A busca da resposta à pergunta que dá título à este artigo é uma jornada individual e particular. Mas, podemos indicar algumas possibilidades
para a construção dessa resposta. Primeiro, busque descobrir em Deus qual é o seu propósito de vida. Qual é a sua missão. Seu futuro cônjuge não precisa ter uma missão absolutamente igual a sua. Mas, ele (ou ela) precisa ter qualidades que agregam valor à você e ao seu propósito. O cônjuge terá tanta influência em sua vida, que ele poderá te ajudar a se desenvolver ou impedir o seu crescimento. Também é necessário que você reflita se você e seu noivo (a) compartilham dos mesmos princípios morais e espirituais. Pois tais valores serão utilizados como tijolos na construção de sua nova família. E, finalmente, pondere sobre as heranças familiares (valores e hábitos) pois você conviverá com elas.

Casar-se é maravilhoso. Entrar em uma aliança voluntária de amor, cumplicidade e fidelidade é uma experiência incrível. Descobrir-se apaixonado (a) pela mesma pessoa todos os dias é sensacional. Ter no cônjuge um apoiador, um amigo, um parceiro leal não tem preço. O casamento é uma invenção magnífica de Deus! A construção de uma família é o maior legado que um ser humano pode deixar em sua rápida passagem por essa vida. A família e o lar foram projetados por Deus para ser um espaço de acolhimento, de aceitação pessoal, de proteção, de comunicação livre e de amor. Um casamento feliz é uma construção diária, que realizamos através das nossas escolhas pessoais. Por isso, pense, questione- -se e tome a sua decisão de maneira refletida e segura!

Referências Bibliográficas:
WARREN, Neil Clark. Encontrando o amor da sua vida. Rio de Janeiro: CPAD, 2013 ROBERTS, W. WRIGHT, H. N. Antes do Sim: Uma criativa preparação pré-nupcial. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.
BORGES, M. de S. A face oculta do amor. Paraná: Editora Jocum Brasil. Curso para Noivos: One. Tornando Dois em Um. Ministério MMI Brasil.

Via: Geração JC

Comentários Via Facebook

Copy Protected by Chetan's WP-Copyprotect.