segunda-feira , 25 setembro 2017
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Pregação Pronta – Copie!

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Em seu ministério aqui na terra, o Cordeiro de Deus, Jesus Cristo, muito se utilizou de parábolas ao transmitir suas mensagens, o que demandava atenção e interesse dos ouvintes, para entender o que o Mestre falava. Mas, não era necessária apenas a posse desses dois pré-requisitos para se obter a compreensão das mensagens que Ele transmitia. Era mister um terceiro: a humildade; virtude escassa no público ao qual se dirigia Jesus na ocasião em que propôs a parábola dos lavradores maus – os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo.

A parábola dos lavradores maus foi a segunda proposta por Cristo na ocasião, a qual se passou em Jerusalém, no Templo de Deus. Seu sentido é claro e pôde logo ser identificado pelo público alvo. É evidente que, ao se referir ao “dono da vinha”, Jesus fazia menção ao Pai, não deixando oculta a diligência do mesmo ao preparar o ambiente de trabalho dos enfiteutas, os quais, segundo sua analogia, eram os próprios fariseus e príncipes sacerdotais, que lhe escutavam. Seria um erro crasso desconsiderar alguns detalhes fáticos expressos por Jesus, como o fato de o dono da propriedade (representando esta o povo Israel), ter plantado a vinha, ou seja, dado início ao trabalho, facilitando, portanto, a obra dos trabalhadores aos quais foi arrendada a mesma, exigindo deles, apenas, o mantimento do que houvera iniciado. Esta era a missão dos considerados “mestres de Israel”, isto é, manter frutífero, cheio do Espírito Santo, o povo de Deus, ensinando-o a sabedoria do SENHOR.

Não obstante, “o pai de família” (Deus) esbanjou pró-atividade, pensando e agindo em prol da segurança de sua propriedade e, consequentemente, também dos lavradores: “[…] circundou-a de um valado […]” (V.33). Segundo o Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa, ”valado é uma vala pouco profunda, para defesa de propriedades rústicas”. Tal significado nos leva à conclusão de que o proprietário daquela vinha, a saber, analogicamente, Deus, além de inicialmente cuidar da parte funcional da mesma, teve o objetivo de protegê-la contra fatores de risco, como, por exemplo, a invasão de animais, que poderia devastar sua produção e até ferir os seus caseiros. Outra expressão de seu cuidado com a segurança foi o fato de Ele edificar uma torre na sua unidade produtora (v.33). No tempo em que Jesus habitou em Israel, a edificação de uma torre proporcionava maior vigilância de um local qualquer, pois, existindo ela, instituía-se um vigia especializado: o atalaia, o qual, do alto da torre dispunha de uma visão panorâmica e privilegiada de toda a jurisdição e até das adjacências desse local. O atalaia possuía ainda um instrumento que emitia um alto som, audível a todos que se encontravam ali, o qual servia de alarme em eventuais invasões e/ou ocorrências que comprometessem a integridade física dos trabalhadores e da posse.

Estando sabido que o dono da posse era o próprio Deus, e que os lavradores eram os príncipes sacerdotais e os fariseus, depois de tanto cuidado a estes segundos, por parte deste primeiro, um caso de infidelidade por ação dos caseiros da vinha seria, sem dúvida, algo inescusável. Mas, foi exatamente isso que aconteceu. Confortáveis, seguros e numa terra altamente fértil, os lavradores, apenas assim denominados até o tempo dos frutos, declararam-se donos daquela unidade produtora e passaram a evidenciar sua maldade. Nesse tempo, o seu Senhor lhes enviou outros servos, para que recolhessem os frutos e o produto do seu trabalho – o vinho, tendo em vista a construção de um lagar, inicialmente, v.33 –, mas, sendo desobedientes, infiéis ao seu senhor e violentos, agrediram os servos e cometeram homicídio (cruel, considerando a torpeza de seus motivos). Depois disso, o mesmo senhor enviou-lhes outros servos, em maior quantidade, mas os lavradores maus fizeram o mesmo com eles. Afinal, dispunham de toda uma estrutura boa para defesa, além do ódio e maldade que os feridos, certamente, não tinham, como eles.

Segundo o pensamento proposto por Jesus, esses servos enviados representavam os profetas de Deus que, pela injusta inquisição dos fariseus e príncipes sacerdotais, foram mortos ou, na melhor das hipóteses, agredidos e afugentados. Os agressores fundamentavam suas ideias no uso equivocado da lei mosaica e na busca de seus próprios interesses. Assim, ao invés de orientar segundo a vontade de Deus o povo Israel, apenas aproveitavam a ingenuidade dele para o seu bem-estar, indeferindo, muitas vezes, algumas ordenanças do SENHOR, constantes na lei de Moisés, como a honra e a obediência aos pais. Os fariseus diziam: ”Qualquer que disser ao pai ou a mãe: É oferta ao Senhor o que poderias aproveitar de mim, esse não precisa honrar nem a seu pai nem a sua mãe” (Mateus 15.5 e 6). Com essa doutrina, beneficiavam-se, porque aumentavam as ofertas e o número de seus discípulos.

Jesus continuou a propor a parábola e narrou, nesse momento, a ocasião do envio, por parte desse pai de família, de seu filho, imaginando este que os lavradores o respeitariam e que, através dele, obedeceriam ao seu senhor. Eles, no entanto, não hesitaram em matá-lo, ambicionando, exatamente, a vinha, uma vez que o filho era o herdeiro desta. É indubitável que o filho desse senhor, conforme propusera o Mestre, era Ele mesmo: o filho de Deus. Os fariseus, na prática, o fizeram mais tarde – mataram a Jesus, temendo que Ele arrastasse as multidões que os serviam para seguirem seus ensinamentos e doutrina.

Também hoje, como os fariseus, muitos se têm corrompido e negligenciado a expressão da verdade em seus sermões àqueles que desconhecem a palavra de Deus. Muitos líderes e até liderados têm dado lugar à mentira e ao engano, tendo em seu coração o mau intento de extrair das ovelhas seus recursos, isso, a seu bel prazer. Mas, Deus comtempla todas as coisas e, assim como fez aos ”lavradores maus” naquele tempo, lhes tirará o Reino de Deus, a única riqueza que dura eternamente. O SENHOR selou, naquele momento, a entrega do direito à vida eterna aos gentios, povo que não fazia parte da linhagem israelita.

Num momento de punição a alguns, o gracioso Jesus não deixou de ministrar sua benção a outros. Mesmo num ato de tirar, Ele endereçou a salvação a um povo estranho, que ainda não o conhecia, uma nação cujo remetente somos você e eu que, outrora, éramos instrumentos da maldade, mas que, agora, recebemos a chance de sermos chamados filhos de Deus, templo e morada do Espírito Santo e coerdeiros do Reino do SENHOR. Devemos, por isso, levar a salvação aos nossos familiares e vizinhos. Jesus conquistou o Céu para nós! Se você ainda não aceitou essa grande benção da salvação, venha hoje e aceite a Jesus, porque só assim você poderá tomar posse desse presente que Ele nos deu.

 

Imagem (modificada por Jovens Adoradores): www.idagospel.com

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